A barbárie atingiu mais um rosto: a jovem de São Gonçalo atacada com mais de quinze facadas por ter dito “não” expõe o que todos sabemos e muitos tentam ignorar: a violência contra a mulher no Brasil é uma epidemia de ódio de gênero, que culminou em mais de 1.500 feminicídios em 2025, com quatro mulheres mortas por dia simplesmente por serem mulheres. Esse horror não é fato isolado: é expressão extrema de uma cultura machista que tolera assédio, controle, agressão e assassinato, perpetuado em nossas casas e ruas.

Como relatora da Lei Maria da Penha e militante incansável na luta pelos direitos das mulheres, me somo a todos os que não aceitam a impunidade, a culpabilização da vítima e a normalização do absurdo. É hora de enfrentar a misoginia de frente, fortalecer políticas públicas, ampliar proteção real e mudar a cultura que ainda educa para o preconceito e para a violência. Mulher segura e com direito a uma vida sem violência é direito fundamental, não concessão.

Scroll Up