Nossa rica herança africana foi celebrada com muita beleza no primeiro dia dos desfiles das escolas de samba do Grupo Especial. De volta à elite do Carnaval Carioca após mais de 50 anos, a Unidos de Padre Miguel contou a trajetória de Iyá Nassô, princesa africana escravizada que manteve viva a fé dos orixás e fundou o primeiro terreiro de candomblé do Brasil. A Mangueira retratou o legado dos povos bantus no Rio e o “orgulho de ser favela”, mas não levantou tanto as arquibancadas como a atual campeã, Viradouro, que levou para a Sapucaí a história e a mitologia de Malunguinho, líder quilombola que lutou contra a escravidão no século XIX e inspirou um culto afro-indígena até hoje preservado. A primeira noite teve ainda um desfile empolgante da Imperatriz Leopoldinense, vice-campeã de 2024, com um enredo sobre a viagem de Oxalá ao reino de Oyó para visitar Xangô. Em todos os desfiles, representatividade, altivez e orgulho da nossa cultura e religiosidade! Viva o Carnaval do Rio!

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