
Hoje, no Dia da Consciência Negra, estive no lançamento do projeto Praça Onze Maravilha na quadra da grande Estácio de Sá. Um respiro necessário para um lugar que carrega a alma da cultura negra no Rio. A proposta de derrubar o viaduto 31 de março, rejuntar o sambódromo com o terceirão do samba, abrir novas áreas verdes e de moradia e criar a Biblioteca dos Saberes. Tudo isso dá um novo sentido para um espaço que sempre foi símbolo de movimento, encontro e criação.
A presença da Conceição Evaristo deixou tudo ainda mais forte. Ouvir uma mulher que transforma nossas histórias em voz viva, ali, naquele território, lembra o quanto a mulher negra sustenta e inspira esse país.
E saber que o projeto arquitetônico tem a marca do Francis Kéré, um arquiteto que constrói a partir das pessoas e das raízes, alguém que entende que arquitetura é também é memória, natureza e pertencimento tudo ganha outro peso.
Que a nova Praça Onze honre quem veio antes e abra caminhos para quem está chegando.