
O que aconteceu na EMEI Antônio Bento é um retrato brutal do racismo religioso e da violência institucional que ainda marcam o Brasil: uma atividade antirracista com orixás, prevista em lei, foi interrompida por policiais armados, acionados por um pai intolerante, que coagiram a diretora e rasgaram um mural feito pelas crianças. Dias depois, ela precisou pedir licença médica, com medo de novos ataques da própria corporação. Hoje, Dia da Consciência Negra, este caso expõe a ferida aberta que muitos tentam esconder: quando a educação enfrenta o racismo, o racismo responde com repressão. Justiça já!