A cada madrugada, o Rio acorda com o mesmo roteiro marcado pela ausência do estado. Carros incendiados, comércio fechado, escolas paralisadas e famílias presas dentro de casa sem saber se conseguem chegar vivas ao trabalho. Hoje foi mais uma comunidade. Amanhã será outra. E nada muda porque não há política pública de verdade, só operações que começam e terminam no próprio dia.

Enquanto isso, o governo Cláudio Castro insiste em chamar isso de segurança. Mas segurança não é explosão de violência seguida de silêncio. Segurança é presença constante, política social, ocupação do território, escola aberta, posto de saúde funcionando e gente vivendo sem medo.

O Rio está cansado dessa lógica que só expõe quem mora nas periferias e nunca enfrenta as raízes do problema. Não é normal que comunidades inteiras vivam paralisadas à espera de um estado que só aparece com caveirão e manchete de jornal.

Seguiremos cobrando uma política séria, contínua e humana. O Rio merece governo, não abandono.

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