A fala da ministra Cármen Lúcia ecoa uma verdade urgente: o Brasil não pode mais aceitar que a Constituição seja plena para uns e “quase” para outros. Ao citar Emicida, Carolina de Jesus e denunciar de forma firme o racismo estrutural que atravessa gerações, ela lembra ao país que mais da metade da nossa população segue sendo preterida, silenciada e empurrada para a margem. É insuportável conviver com um país onde a cor da pele ainda define sonhos, oportunidades e até a chance de sobreviver. O que ela diz em plenário não é poesia – é denúncia, é convocação, é humanidade. Que este seja mais um passo para rompermos, de vez, com a tragédia do racismo e para construirmos um Brasil onde a dignidade constitucional seja plena, real e igual para todas as pessoas.

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