A decisão da Suprema Corte dos EUA que derrubou o tarifaço global imposto por Donald Trump representa um freio institucional a uma política econômica unilateral, autoritária e potencialmente devastadora para a economia mundial. Por 6 votos a 3, a Corte afirmou que um presidente não pode impor tarifas globais sem autorização do Congresso, reafirmando a separação de poderes e impondo uma dura derrota política a Trump, cuja agenda protecionista se apoiava justamente nesse instrumento. A reação de Trump não supreendeu: atacou ministros, chamando-os de desleais e prometendo “alternativas poderosas”. Esse é o padrão Trump de confronto com as instituições sempre que seus interesses são contrariados.

A resposta veio rapidamente. Em vez de respeitar o Estado Democrático de Direito, Trump anunciou um novo tarifaço de 10% sob outra base legal, sinalizando que vai manter a escalada comercial a qualquer custo. É uma liderança disposta a tensionar as regras democráticas e a estabilidade global para sustentar uma política econômica baseada no conflito e no isolacionismo.

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