
A situação em Gaza segue como símbolo extremo da violência estrutural imposta ao povo palestino, marcada por um cerco brutal, milhares de mortes – sobretudo de crianças – e a destruição sistemática de famílias inteiras, em um cenário que atravessa décadas de colonização. Esse massacre não ocorre de forma isolada: ele é sustentado por uma ofensiva global liderada pelos Estados Unidos, que, em nome de interesses geopolíticos, militares e econômicos, intervêm direta ou indiretamente em diversos países, alimentando guerras, instabilidades e regimes de exceção. O imperialismo norte-americano, com o apoio de seus aliados, utiliza sanções, bases militares, financiamento bélico e manipulação diplomática para manter sua hegemonia, aprofundando desigualdades, crises humanitárias e violações de direitos humanos ao redor do mundo. Em Gaza, essas consequências se materializam de forma trágica, mas elas também se repetem em outros territórios onde a soberania dos povos é negada em favor dos interesses do capital e da dominação imperial.