
Hoje o Brasil, junto a México, Chile, Colômbia, Uruguai e Espanha, reafirmou sua posição contrária à ingerência externa na Venezuela e em defesa da soberania do povo venezuelano, condenando qualquer tentativa de controle governamental ou apropriação de seus recursos naturais – posição que infelizmente expõe um debate maior: os verdadeiros interesses por trás da ofensiva dos EUA no país vizinho. Por trás do discurso hipócrita de Trump sobre “democracia”, está a cobiça pelo petróleo venezuelano, cujo valor de mercado das reservas é estimado em US$ 18,4 trilhões.
A posição expressa por países da América do Sul e parceiros democráticos é clara: o caminho para a Venezuela deve ser o do diálogo, da cooperação regional e do respeito absoluto à autodeterminação dos povos, sem ameaças militares, sanções seletivas ou interesses econômicos disfarçados de preocupação institucional. A América Latina conhece bem o custo da ingerência externa e reafirma que seu futuro não está à venda – nem seu petróleo, nem sua soberania.