A decisão do STF de formar maioria contra o marco temporal é uma vitória da Constituição, da justiça e da dignidade dos povos indígenas. Sempre defendi que não há data para o direito originário à terra: ele antecede o próprio Estado brasileiro. O marco temporal é uma violência jurídica que ignora expulsões, massacres e a negação sistemática de direitos sofrida pelos povos indígenas ao longo da nossa história. Seguiremos firmes na defesa da vida, dos territórios e da diversidade, porque proteger os povos indígenas é proteger a democracia, o meio ambiente e o futuro do Brasil.

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