Ontem, enquanto o governador aparecia nas câmeras em Lima, assistindo à final da Libertadores, o Rio ainda respirava o clima pesado da semana marcada por ataques, mortes e a sensação de total descontrole na segurança pública.
Também torci pelo Flamengo e festejei o titulo. Mas o assunto aqui é outro, não é sobre um jogo, mas sobre um estado que passou dias paralisado pelo medo, com escolas fechadas, comércio baixando as portas e famílias inteiras reféns da violência. E justamente nessa hora, quando se esperava liderança, presença e comando, o governador estava fora do país, longe de tudo o que exige responsabilidade.
O contraste fala por si. O Rio viveu uma semana dura, que expôs falhas graves na gestão. A imagem dele na arquibancada, depois de tudo isso, mostra prioridades que não combinam com a urgência da vida real do povo fluminense.
O Rio não precisa de ausência. Precisa de governador.