Em Gaza, ser mulher é atravessar diariamente um território onde a vida foi transformada em escombro e sobrevivência virou resistência pura. A realidade das mulheres rompe qualquer limite de humanidade, como denuncia Sofia Calltorp, diretora da ONU Mulheres. Enquanto o mundo assiste, elas enfrentam fome, medo, noites congelantes e o peso insuportável de saber que não conseguem proteger plenamente seus filhos do bombardeio constante. São elas – e apenas elas – a última linha de cuidado em um lugar onde a segurança deixou de existir. Relatos de mulheres segurando crianças encharcadas porque a água invade as tendas, voltando aos escombros das próprias casas destruídas só para preparar um café que dê alguma sensação de normalidade aos pequenos, são testemunhos de uma crueldade que ninguém deveria suportar. É inaceitável que, em pleno século XXI, meninas e mulheres sejam obrigadas a lutar tão duramente apenas para permanecer vivas. A comunidade internacional não pode mais aceitar esse horror como parte do cotidiano.

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