O Brasil não tem pena de morte, mas nas favelas, ela é aplicada todos os dias. O relato do fotógrafo Bruno Itan, morador da Rocinha criado no Complexo do Alemão, é um grito de dor e uma denúncia contundente. O que aconteceu no Complexo da Penha e no Alemão não foi uma “operação policial”: foi uma chacina. Corpos decapitados, famílias procurando entes queridos na mata, mães desmaiando sobre lençóis ensanguentados.
Isso não é segurança pública. É barbárie com endereço e cor. É a repetição cruel de uma política que transforma territórios pobres e negros em zonas de extermínio.