Silvio Tendler era mesmo o “cineasta dos sonhos interrompidos”. Documentou os Anos JK, o golpe que derrubou João Goulart, o processo de redemocratização, a própria história contemporânea. Retratou a trajetória de brasileiros como Carlos Marighella, Milton Santos, Glauber Rocha, e a luta popular contra a ditadura que brutalmente interrompeu nossas esperanças de um país mais justo por um longo período de trevas. “Jango”, “Anos JK”, “Tancredo Neves – A Travessia”, “Utopia e Barbárie” e tantos títulos seminais, em suas mais de 80 obras, são um dos mais refinados exercícios de Memória que o Brasil possui – e lembrar, aprender e refletir sobre o passado é peça-chave para a construção do futuro que Tendler sonhava para o nosso país e nosso povo. Agradecemos por ajudar a iluminar nosso caminho. Meus profundos sentimentos aos familiares, alunos, colegas e admiradores de Silvio Tendler.

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