
Arlindo Cruz foi o sambista perfeito. Afilhado de Candeia, discípulo de Beth Carvalho e Nei Lopes, contemporâneo de Jorge Aragão e Almir Guineto, cria do Cacique de Ramos, foi reverenciado em vida como um dos maiores nomes da música popular brasileira. O mais lírico e delicado dos compositores, um intérprete refinado, um músico como poucos. O Brasil perde um gênio, mas fica sua poesia e a esperança de um mundo melhor. Minha solidariedade e abraço à família e aos amigos. Vá em paz, mestre.